A idealizadora da novidade, Regina Agostinho, afirma que seu objetivo é amenizar o sofrimento das pessoas em uma hora tão difícil |
Fernando Prandi
Direto do Guarujá
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"Muitas amigas minhas falaram que gostariam de serem enterradas em caixões rosas, quando morressem. Achei muito legal quando vi. Vou falar para elas", diz Ana Carolina Bon, 15 anos, que visitou a feira junto com seu pai, que é diretor do Velório do Hospital da Polícia Militar, em São Paulo.
A idealizadora da novidade, Regina Agostinho, afirma que seu objetivo é amenizar um pouco o sofrimento das pessoas em uma hora tão difícil. "Tira um pouco da tristeza. Está todo mundo gostando. Eu já tinha visto de várias cores, mas nenhum tão feminino. Esse é bem para menininha patricinha", afirma.
Segundo Agostinho, as mulheres e os jovens estão modificando o mercado funerário. "Os jovens estão tomando conta do mercado funerário. Isso traz novidades. Não precisa ser aquela urna escura e feia. Hoje nós queremos colocar as pessoas que gostamos em um lugar bonito e confortável", explica.
Na feira, são expostas e vendidas urnas dos mais variados tipos, tamanhos e formas. Outra novidade são as urnas com imagens de Santos estampadas. Os acabamentos também variam e podem ser encontrados detalhes de prata e ouro. Segundo a assessoria do evento, em outras feiras foram expostos caixões com símbolos de times de futebol e até com controle remoto.
Por causa de todas essas novidades, um serviço funerário pode variar muito entre mais barato e o mais caro. Enterrar um ente querido hoje custa entre R$ 800 e R$ 15 mil.