A Carta Magna foi redigida pelo Governo constituído após o golpe de Estado incruento perpetrado em 19 de setembro de 2006 pela cúpula militar para depor o primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, acusado de corrupção e nepotismo.
A pesquisa realizada pela Universidade Suan Dusit outorga ao "sim" 67,94% das cédulas, e diz que o maior apoio vem do sul do país, palco de um conflito separatista islâmico que custou a vida de cerca de 2.600 pessoas desde 2004.
A enquete da Universidade Ramkhamhaeng foi realizada entre 17.346 eleitores e apontou uma vantagem de 60,19% para os que aceitam a Constituição proposta pelo Governo Pró-militar.
Os colégios eleitorais fecharam suas portas às 16h (6h de Brasília) e espera-se que o resultado oficial preliminar seja anunciado às 21h (11 de Brasília).
A jornada transcorreu em geral sem incidentes graves, salvo a explosão de uma bomba num mercado próximo a um centro de votação na sulina província de Narathiwat, que causou dois feridos, um civil e um soldado.
Cerca de 16 soldados tinham sido desdobrados para proteger os 2.558 colégios eleitorais abertos nas províncias de Yala, Pattani, Narathiwat e Songkhla, no sul da Tailândia, onde a violência separatista cobra vidas quase diariamente.
A aprovação desta Constituição, similar à de 1997, mas que, para alguns analistas, abre a porta para que os militares voltem ao Legislativo, representa um passo imprescindível para convocar eleições parlamentares no final do ano.
As autoridades esperam que o índice de participação ronde entre 60% e 70%, número que serviria para legitimar o levante.
EFE