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Chineses festejam hoje seu Dia dos Namorados tradicional

Sábado, 18 de agosto de 2007, 06h28


A triste história de amor entre um pastor e um fada é recordada hoje na China no festival Qixi, equivalente ao Dia dos Namorados, porém cada vez menos popular devido à ocidentalização do país.

A lenda conta a história trágica de um pastor, Niulang. Devido aos maus-tratos diários que sofria da sua cunhada, ele decidiu fugir de casa em companhia de uma velha vaca. Na realidade, o animal era um disfarce de uma deusa enviada à Terra como castigo por ter violado as regras do império celestial.

A vaca-deusa um dia levou Niulang até um lago onde as fadas costumavam tomar banho. Entre elas estava Zhinu, a mais formosa e inteligente de todas.

O pastor e o fada se apaixonaram perdidamente e se casaram. Mas o Imperador de Jade, divindade suprema chinesa, proibia os casamentos entre mortais e fadas. Por isso, mandou a sua mulher, a imperatriz, levar Zhinu de volta aos céus.

Comovida pela tristeza de Niulang, a vaca-deusa se oferecu para ser sacrificada. E disse ao pastor que depois usasse o seu couro para fazer sapatos. Com eles, o jovem conseguiu saltar aos céus, perseguindo a cruel imperatriz.

Irritada, a rainha lançou o seu grampo no céu, criando a Via Láctea, que separou o casal por toda a eternidade. Mas o amor e a devoção de Niulang e Zhinu comoveu as pegas. E as pequenas aves, uma vez por ano, no sétimo dia do sétimo mês do calendário lunar, formam uma ponte para reunir os amantes.

Na Dinastia Han (202-220 d.C.), a história motivou a criação do festival de Qixi, em homenagem ao amor. Mas a tradição vem se perdendo na memória dos mais idosos. Os jovens chineses cada vez mais preferem celebrar o Dia de São Valentim, em 14 de fevereiro.

"Com o rápido desenvolvimento da economia chinesa, festas tradicionais como a de Qixi vêm murchando na memória de muitos chineses", comentou o catedrático Zhang Yiwu, da Universidade de Pequim.

No entanto, algumas zonas rurais ainda celebram a festa. Na província de Shandong, no leste, as jovens oferecem frutas e massas nos templos taoístas para pedir inteligência. Se as aranhas tecerem as suas teias sobre os objetos sacrificados, isso significa que o desejo será concedido.

EFE
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Terra - Brasil
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