O trabalho, publicado na revista Blood (da Sociedade Americana de Hematologia), foi dirigido por pela espanhola Alicia García, do Centro Nacional de Pesquisas Cardiovasculares da Espanha, e permitiu identificar chaves na implicação do gás no processo.
Santiago Lamas, do Centro de Pesquisas Biológicas de Madri, também participou da pesquisa e explicou que ela "joga luz" para compreender o papel do óxido nítrico em uma de suas funções menos conhecidas e no entanto mais relevantes, a angiogênese.
Até agora o óxido nítrico era aplicado como mediador biológico em tratamentos cardiovasculares, por seu efeito dilatador e relaxante muscular.
A pesquisa inovadora fornece dados que demonstram como o óxido nítrico ativa a proteína MT1-MMP, da família das metaloproteases de matriz extra-celular.
A ativação é imprescindível para o movimento das células endoteliais (que fazem parte da parede dos vasos sanguíneos) e a formação dos vasos destas células, que são os precursores dos novos vasos sanguíneos.
"Este tipo de proteínas é crucial para a angiogênese, já que degrada a matriz extra-celular, passo necessário para formar novos copos", explica o investigador.
Atualmente não se pode vislumbrar uma aplicação imediata deste trabalho, mas a pesquisa introduz nova informação no campo da angiogênese, cuja inibição em certos cânceres é um importante catalisador terapêutico.
EFE