Mulher caminha entre pombos na praça de Taubaté |
Marcelo Pedroso
Direto de Taubaté
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A marca da presença dos pombos na praça está em todos os lugares, até mesmo no sino da Catedral de São Francisco das Chagas. Parte da pintura da igreja está suja de dejetos. Árvores, postes e marquises também possuem sinais da presença dos animais. Em algumas sacadas de prédios, telas evitam o pouso dos pombos, que circulam livremente pelo chão da praça.
A proliferação desenfreada de pombos causa preocupação na Vigilância Epidemiológica do município, que prepara uma campanha de conscientização para agosto com o objetivo de tentar reduzir a quantidade de aves.
Os vizinhosSegundo o comerciante Felipe de Camargo, 35 anos, o problema com os pombos já é recorrente. "É desagradável, um problema sério."
Para a presidente da Associação Comercial e Industrial de Taubaté (Acit), Rogéria Ferreira, ações imediatas por parte da prefeitura são necessárias para evitar que o comércio seja prejudicado. "Isso já está começando a dar problemas para o comércio local."
O aposentado Sebastião Pereira Sobrinho, 65 anos, freqüenta a praça diariamente e também quer a redução do número de animais. "Está aumentando muito. Sem matar, não sei como tirar esses pombos daqui."
O prejuízo à saúde"Na natureza, estes animais procriam de duas a três vezes por ano. Na área urbana, a reprocução ocorre o ano inteiro. Os pombos podem transmitir piolhos, ácaros, percevejos e carrapatos, isto sem dizer doenças como a histoplasmose, por exemplo."
Segundo Marisa, a proliferação dos pombos ocorre pela falta de predadores naturais nestes espaços urbanos e pelo aumento da procriação por conta da facilidade de alimento e abrigo.
A ação da prefeitura"Nossa idéia é trabalhar a população para não alimentar os pombos. Eles encontram abrigo e alimento em abundância na praça. É um trabalho de médio a longo prazo. A gente não quer interferir diretamente, mas poderemos pedir licença para reduzir o número destes animais se necessário."