Maria Clara Cabral
Direto de Brasília
Questionado se apresentaria nova documentação ao colegiado para envio à Polícia Federal, Calheiros limitou-se a repetir, por diversas vezes: "Em nenhum momento eu pedi o direito de presunção de inocência. Eu inverti o ônus da prova, apresentei sempre a prova contrária".
Calheiros entrou no Congresso segurando o que chama de "dossiê ignorado", com notícias que comprovariam sua inocência. "Em algum momento isso aqui tudo aparecerá, porque estão aqui todas as provas que vocês se referem", afirmou.
Hoje pela manhã, a cúpula do Conselho de Ética decidiu que fará o cruzamento de informações entre sua movimentação financeira e a liberação de verba pública para obras da construtora Mendes Junior, empresa em que trabalha Claudio Gontijo, acusado de pagar contas pessoais do presidente da casa.
Os relatores Renato Casagrande (PSB-ES), Marisa Serrano (PSDB-MS) e o presidente do Conselho de Ética, Leomar Quintanilha (PMDB-TO) estiveram também na Polícia Federal, que deu o prazo de vinte dias para concluir o trabalho da perícia, contando da data do recebimento dos documentos.