As Nações Unidas disseram que em 2015 a América Latina e o Caribe só poderão alcançar alguns pontos: a redução em dois terços da taxa de mortalidade de menores de 5 anos, diminuir à metade a percentagem de pessoas que não têm acesso à água potável e das que sofrem com a fome e eliminar as desigualdades de gênero.
Esta informação foi dada pelo diretor adjunto da subsede da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) no México, Jorge Máttar, durante discussão centrada na América Latina do relatório 2007 dos ODM, que foi apresentado hoje de forma simultânea na capital mexicana, em Genebra e em Nova York com diferentes enfoques.
Máttar assegurou que se vêem "um pouco mais distantes" as metas de reduzir a pobreza extrema, de diminuir em três quartos a mortalidade materna e de universalizar a educação primária, entre outras.
As mais complicadas de cumprir são na questão da sustentabilidade do meio ambiente a longo prazo e a destinação de mais fundos para ajuda oficial ao desenvolvimento (AOD).
O relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) destaca também que a desigualdade na América Latina continua sendo a maior do planeta, e que desde 1990, ano de referência para o cumprimento dos ODM, o progresso em geral nela foi praticamente nulo.
O documento revela que a quinta parte mais pobre da população latino-americana só participa de 2,7% do consumo ou receitas de seus respectivos países, ante uma taxa de 2,8% em 1990, pior que na África Subsaariana (3,4%) e em todas as regiões do continente asiático.
EFE