Notícias Brasil » Polícia

Igreja da Candelária era usada para pagar propina

Quinta, 21 de junho de 2007, 10h20


Gravações feitas pela Polícia Federal mostraram que, no fim do ano passado, integrantes da máfia dos caça-níqueis se encontravam na Igreja da Candelária, no centro do Rio de Janeiro, para fazer o pagamento de propinas.

» Leia mais notícias do jornal O Dia

Segundo as gravações, os inspetores da Polícia Civil Marcos Bretas, o Marcão, preso na Operação Furacão 1, e Alcides Campos Sodré, detido na terça-feira, usaram o local para não levantar suspeitas. Na época, Alcides era o braço-direito do então chefe da Polícia Civil, Ricardo Hallak. Hoje, ele está lotado na 2ª Coordenadoria Regional da Polícia do Interior (CRPI).

Apesar de o nome da igreja não ser citado no relatório da operação, monitoramentos feitos pela PF mostram que os encontros eram realizados rotineiramente pela dupla na Candelária, onde ocorriam as negociações. O local é próximo à sede da Polícia Civil, no centro, lugar em que Alcides trabalhou até o fim do ano passado.

Em troca dos pagamentos, os agentes interferiam, a mando de Marcão, em inquéritos de suas respectivas delegacias. Missões que prejudicariam bingos ou que apreenderiam máquinas caça-níqueis em bares e padarias eram abortadas.

As propinas eram acertadas de acordo com a quantidade de máquinas envolvidas e a importância da delegacia. Os policiais civis recebiam entre R$ 5 mil e 10 mil. Cada delegacia ganhava, no total, R$ 25 mil.

O Dia
Leia esta notícia no original em:
Terra - Brasil
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI1703215-EI5030,00.html