Colegas dos estudantes detidos são barrados |
Cláudio Dias
Direto de Araraquara
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O delegado Antônio Luis, do 4º Distrito Policial, responsável pelo inquérito com mais de 200 páginas, conta que todos os estudantes fizeram a mesma declaração. Segundo os documentos, eles afirmaram estar acompanhando uma plenária quando foram forçados a sair da universidade. O diretor da Unesp de Araraquara, Cláudio Gomide, não prestou depoimento. Ele disse que encaminhará um documento reiterando que não houve reação dos universitários.
O advogado dos alunos considerou a ação policial legal. A invasão cumpriu pedido de reintegração de posse dada pelo juiz da Vara da Fazenda Pública, Carlos Alberto Violante.
Todos os 92 estudantes detidos na operação foram ouvidos e liberados. No blog dos estudantes, eles consideraram a ação como um despejo e avisam que cartazes serão colocados no campus denunciando a ação da polícia. A operação policial na madrugada contou com mais de 150 policiais para retirar os estudantes acampados há uma semana.
O manifesto estudantil tem como principal argumento a exigência de revogação de cinco decretos emitidos pelo governo do Estado, que, segundo eles, ferem a autonomia universitária. Estudantes de Araraquara também exigem expansão das moradias estudantis e o fim de uma sindicância aberta em março para apurar a responsabilidade de um protesto realizado no campus em março, no qual caixas eletrônicos foram danificados.