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EUA confirmam dinheiro em conta da Coréia do Norte

Terça, 19 de junho de 2007, 08h12


O máximo negociador americano no conflito nuclear norte-coreano, Christopher Hill, afirmou hoje que a Coréia do Norte já tem depositados em suas contas na Rússia os US$ 25 milhões que ficaram bloqueados durante um ano e meio, em um banco de Macau.

Este era o principal impedimento alegado pelo regime comunista de Pyongyang para começar sua desnuclearização, a que tinha se comprometido em um acordo assinado em 13 de fevereiro, em Pequim.

Hill chegou hoje a Tóquio procedente de Seul para discutir com o negociador japonês, Kenichiro Sasae, o conflito nuclear da Coréia do Norte e analisar o futuro das negociações multilaterais - entre as duas Coréias, EUA, Japão, China e Rússia.

Ao chegar, disse aos jornalistas no aeroporto de Haneda que o dinheiro norte-coreano, bloqueado pelos EUA durante um ano e meio sob a alegação de lavagem de dinheiro, "foi depositado hoje na conta norte-coreana em um banco da Rússia".

O negociador americano disse que seu país está estudando agora a possibilidade de enviar ajuda energética à Coréia do Norte, mas não assistência financeira.

O processo de desnuclearização da Coréia do Norte não avançava porque US$ 25 milhões norte-coreanos estavam bloqueados no Banco Delta Asia (BDA) de Macau, mas, no final da semana passada, foi informado que esse dinheiro estava sendo transferido.

Antes, o negociador americano visitou Pequim e Seul, onde pediu à Coréia do Norte que acelere seu processo de desnuclearização, com vistas ao desmantelamento do reator de Yongbyon.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou nesta segunda-feira que recebeu o convite de Pyongyang para que uma de suas missões de inspetores seja enviada à Coréia do Norte, para discutir o fechamento da usina nuclear de Yongbyon.

Pyongyang tinha comprometido a fechar em 60 dias seu reator nuclear de Yongbyon em troca de ajudas internacionais energéticas, em um acordo assinado em 13 de fevereiro, mas o bloqueio de dinheiro norte-coreano em um banco de Macau havia adiado até agora o processo de desarmamento.

O retorno dos inspetores da AIEA ao país comunista, após terem sido expulsos no final de 2002, é um dos requerimentos do último acordo para a desnuclearização da Coréia do Norte.

EFE
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Terra - Brasil
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