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Sudão aceita força conjunta ONU-UA em Darfur

Domingo, 17 de junho de 2007, 13h29


O Sudão aceitou incondicionalmente uma operação conjunta da ONU e da União Africana (UA) em Darfur, retirando assim um duro obstáculo à mobilização de uma força para garantir a segurança nessa região do oeste do Sudão, em guerra civil há mais de quatro anos.

"O Sudão aceitou a força híbrida sem condições. A aceitação foi confirmada pelo presidente (sudanês) Omar El Bechir", declarou neste domingo à imprensa o embaixador da África do Sul nas Nações Unidas, Dumisano Kumalo.

Kumalo dirige ao lado do embaixador britânico na ONU, Emyr John Spade, uma delegação do Conselho de Segurança presente em Cartum para garantir que o Sudão aceite essa força.

Spade confirmou as palavras de seu colega em uma entrevista coletiva à imprensa concedida imediatamente após um encontro com o presidente sudanês e após várias sessões de trabalho com autoridades deste país, o maior da África, situado no nordeste do continente.

Segundo explicou o embaixador britânico, a força híbrida ONU-UA ficará sob responsabilidade africana, mas os sistemas de comando e controle serão das Nações Unidas.

Após meses de pressões diplomáticas, o Sudão aceitou nesta terça-feira substituir a atual força africana em Darfur, composta por 7.000 homens mal equipados, por uma força híbrida ONU-UA que contará com mais de 20.000 efetivos entre militares e policiais.

Desde 2003, ano de seu início, cerca de 200.000 pessoas morreram na guerra civil em Darfur entre as tropas do Exército sudanês e os separatistas dessa região.

Entre as conseqüências do terrível conflito estão também mais de dois milhões de refugiados, segundo dados de organizações internacionais questionados pelo governo de Cartum, que considera que a guerra civil em Darfur deixou apenas 9.000 mortos.

AFP
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Terra - Brasil
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