Calheiros mostrou-se satisfeito com o adiamento da reunião do Conselho de Ética |
Maria Clara Cabral
Direto de Brasília
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A próxima reunião de votação também ficou marcada para terça-feira, quando a perícia nos documentos de defesa de Calheiros deve estar pronta. O adiamento aconteceu após recuo da base aliada do governo, que queria arquivar a matéria ainda hoje. Diante das novas denúncias do Jornal Nacional, no entanto, de que alguns documentos da defesa de Calheiros não eram verídicos, os parlamentares preferiram esperar até a semana que vem.
A proposta foi acolhida inclusive pelo próprio presidente do Senado, que antes da reunião do Conselho esteve no gabinete das principais lideranças da Casa para apresentar novos documentos de defesa. A reunião de hoje foi tumultuada, principalmente após a ameaça de Cafeteira de deixar o cargo caso seu relatório não fosse votado. Diante do impasse e de apelos dos colegas, no entanto, ele recuou e aceitou o adiamento. "Em respeito ao presidente dessa casa e a minha mulher (que o telefonou pedindo para que ele atendesse o apelo dos colegas) aceito votar a semana que vem", disse.
Mesmo com o adiamento, o PSDB, Democratas e PDT leram seus votos em separado, pedindo mais investigações e audiência com os envolvidos no caso. Na próxima reunião, no entanto, o relatório a ser votado deve ser mesmo o de Cafeteira. Hoje, os líderes que defendiam o arquivamento sumário voltaram atrás.
O líder do PSB, Renato Casagrande (ES), por exemplo, ressaltou a importância de uma perícia nos documento apresentados por Calheiros. "Acho importante, nessa busca da verdade, a decisão do presidente em buscar efetivamente uma perícia e propor uma perícia. Esse tempo é fundamental para que possamos concluir nossos votos", disse.
O líder do Psol, José Nery (PA), partido autor da representação contra Calheiros, também concordou com a idéia. "Queremos chegar à verdade e qualquer elemento para chegarmos a ele é fundamental", disse.