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Atraso de viagem de chanceler da Nicarágua a Taiwan seria "sinal"

Sexta, 15 de junho de 2007, 00h21


O adiamento da visita a Taiwan do chanceler nicaragüense, Samuel Santos, é um "sinal" da progressiva aproximação entre a China e a Nicarágua, disseram analistas oficiais chineses consultados hoje pela Efe.

Santos deveria ir a Taipé durante o primeiro trimestre do ano.

Mas decidiu adiar a visita porque, segundo disse ontem, tem tido "muito trabalho". No entanto, estudiosos chineses muito próximos ao Governo afirmaram que a mudança de planos não foi casual.

"Daniel Ortega prometeu em sua campanha eleitoral restabelecer relações diplomáticas com a China. Isso não foi feito imediatamente devido a questões internas. É só um problema de tempo", disse hoje à agência Efe Wu Hongjing, diretora do Departamento da América Latina do estatal Instituto de Relações Internacionais Modernas.

Xu Shicheng, vice-presidente da também oficial Associação de Estudos Latino-americanos, tem a mesma opinião. Ele acrescentou que o adiamento da visita deixou os diplomatas de Taiwan "nervosos e inquietos".

Outro sinal claro do distanciamento, lembrou, é que a Nicarágua se absteve, em maio, na votação para a entrada de Taiwan na Organização Mundial da Saúde (OMS), assim como o Panamá, outro aliado taiuanês na América Central.

A Costa Rica, que votou contra, estabeleceria laços com a China em 1 de junho, após 60 anos de relações diplomáticas com Taiwan.

Para os especialistas chineses, a mudança pode causar "um efeito dominó" na América Central.

A Nicarágua manteve relações diplomáticas com a China durante o primeiro Governo sandinista (1979-1990). Mas Violeta Chamorro (1990-1997), ao chegar ao poder, optou por Taiwan.

Hoje, só 24 países reconhecem Taiwan, dos quais muitos estão na América Latina: El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Panamá, República Dominicana e Paraguai.

EFE
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Terra - Brasil
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