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Novo secretário do MEC diz que continuará inclusão

Quarta, 13 de junho de 2007, 11h16
O novo secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação, André Lázaro, durante o lançamento da versão em ...
O novo secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação, André Lázaro, durante o lançamento da versão em português da da publicação Ecoar - O Fim do Trabalho Infantil
13 de junho de 2007
Fabio Pozzebom/Agência Brasil


O ex-secretário executivo adjunto do Ministério da Educação, André Lázaro, foi empossado ontem na Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) do Ministério da Educação (MEC). Ele substitui Ricardo Henriques. No discurso de posse, André Lázaro se comprometeu a continuar com o trabalho de incluir todos os segmentos sociais no sistema de educação. Ele falou especialmente da educação indígena, no campo e para afrodescendentes.

"A Secad lida com públicos e com temas que não são sistemas ainda. Se você pega a educação indígena, que representa bem essa luta, quase não há oferta de 5ª a 8ª série e nem oferta para o ensino médio. Se você enxerga a educação no campo, você não tem formação de professores aptos a lidar com aquilo que é o projeto pedagógico para o campo. A educação é urgente. E a educação desses públicos é mais do que urgente", afirmou.

Lázaro também prometeu dar atenção especial aos programas Brasil Alfabetizado e à formação de professores. "A formação de professores ainda não tem a dimensão, o volume que precisamos ter, a despeito de todos os esforços que a Secad vem fazendo ao longo dos três últimos anos para tornar a formação dos educadores sistema", disse.

Criada em julho de 2004, a Secad reúne áreas como a alfabetização e a educação de jovens e adultos, educação no campo, educação ambiental, educação escolar indígena e diversidade étnico-racial. Segundo o MEC, a Secad tem a missão de contribuir para a redução das desigualdades educacionais e aumentar a participação dos cidadãos em políticas públicas que assegurem a ampliação do acesso à educação continuada. Também são alvo das políticas da secretaria as populações vítimas de discriminação e violência.

Para o ministro da Educação Fernando Haddad, a Secad é a secretaria "caçula" do ministério. "Apesar disso, pretende resolver questões profundas, como garantir o direito à educação de cada brasileiro", disse. "Há várias ações previstas no Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) para atender esse público, cujos direitos básicos ainda não foram garantidos".

Compareceram à cerimônia de posse, além de servidores do MEC, representantes de movimentos sociais, de organizações não-governamentais, de organismos internacionais, membros do Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed), da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), além de educadores.

Formado em letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mestre e doutor em comunicação e cultura, Lázaro é professor universitário e já lecionou nas Faculdades Integradas Hélio Alonso, na Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ) e na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj). É autor do livro Amor: do mito ao mercado. Antes de ser secretário executivo adjunto, ele ocupou de 2004 a 2006 o cargo de diretor de Desenvolvimento e Articulação Institucional da Secad.

Agência Brasil
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Terra - Brasil
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