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Líbano: batalha chega à 4ª semana com 5 mortos

Domingo, 10 de junho de 2007, 14h21


Os combates entre o exército libanês e militantes inspirados na Al Qaeda, no Norte do Líbano, entraram na quarta semana neste domingo com cinco soldados mortos em batalhas intensas no sábado.

Uma fonte militar disse que o exército já perdeu 57 soldados no conflito com o grupo Fatah al Islam. Pelo menos 42 militantes e 31 civis também foram mortos na pior violência interna vista no Líbano desde a guerra civil de 1975-1990.

"A situação hoje é de calma tensa", disse a fonte militar à Reuters. No sábado o exército alvejou intensamente com morteiros o campo de refugiados palestinos de Nahr el Bared, onde o Fatah al Islam estabeleceu sua base.

Saraivadas esporádicas de metralhadora foram ouvidas na manhã de domingo no campo, que abrigava cerca de 40 mil pessoas até que os combates forçaram milhares a fugir, a maioria para um campo palestino próximo.

O exército diz que os militantes desencadearam o conflito em 20 de maio, quando atacaram as posições militares em volta do campo e nos arredores da cidade vizinha de Trípoli. O Fatah al Islam afirma estar agindo em autodefesa e jurou combater até a morte.

Uma fonte palestina disse que pelo menos um civil morreu no campo no sábado, mas que o número de mortos pode ser maior. "Ele foi atingido no peito e sangrou até morrer porque não havia ambulância", disse a fonte.

Os serviços de resgate não têm conseguido determinar o número exato de mortos devido à dificuldade de se deslocarem no campo, um labirinto de vielas à beira do Mediterrâneo.

A redução na violência, no domingo, permitiu aos serviços de resgate retirar dois corpos do campo. Não ficou claro quando morreram, nem se eram civis ou militantes.

SAIR DO CAMPO

Funcionários de organizações humanitárias estimam que ainda haja entre 3.000 e 7.000 civis no campo. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR) disse que os civis presos no campo querem fugir, mas que é impossível organizar uma retirada em massa devido aos combates.

O exército não é autorizado a entrar nos campos palestinos no Líbano, devido aos termos de um acordo árabe de 1969.

Os combates vêm prejudicando ainda mais a estabilidade no Líbano, país que já se encontra paralisado por uma crise política que se arrasta há sete meses.

Choques mortíferos começaram na semana passada no maior campo de refugiados palestinos do sul do Líbano, e, desde 20 de maio, cinco bombas explodiram em áreas civis em Beirute e redondezas.

A Frente de Ação Islâmica, uma organização libanesa que agrupa políticos e clérigos sunitas, vem tentando convencer os combatentes do Fatah al Islam a se renderam.

Mas Fathi Yakan, líder da Frente, disse que seus mediadores não têm conseguido falar com o líder do Fatah al Islam, Shaker al Abssi. "Acho que aqueles que falam em nome do grupo não são capazes de tomar uma decisão. O paradeiro de Abssi é desconhecido", disse Yakan à Reuters.

Abu Salim Taha, um porta-voz do Fatah al Islam, disse à Reuters na noite de sábado que Abssi, que é palestino, está vivo.

Abssi e seus combatentes, que incluem árabes da Arábia Saudita, Síria e Líbano, compartilham a ideologia sunita da Al Qaeda mas não reivindicam vínculos organizacionais com a rede.

Reuters
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Terra - Brasil
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