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Juiz teria pego parte do salário de funcionário

Domingo, 10 de junho de 2007, 04h36


Um conjunto de 20 documentos e 11 fitas cassete apreendidos pela Polícia Federal durante a Operação Furacão na residência do juiz do Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região, José Eduardo Carreira Alvim, sugere que o vice-presidente do órgão, Fernando Marques, teria ficado com parte do salário pago a um funcionário de seu gabinete.

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Segundo o jornal Folha de S.Paulo, trata-se do servidor originário da Câmara Municipal de Niterói, Eledilson Proença Botelho, chefe-de-gabinete de Marques entre 19 de maio de 1999 e 6 de agosto de 2000. Botelho saiu do TRF um dia após deixar a chefia de gabinete do atual vice-presidente do tribunal, segundo dados do órgão.

Conforme os relatórios de análise da PF aos quais o jornal teve acesso, um dos documentos é uma "carta de Eledilson Proença Botelho, destinada ao (então) presidente do TRF 2ª Região, Alberto Nogueira, denunciando o pagamento de parte de sua gratificação de chefia à filha do desembargador Fernando Marques - Fernanda Marques". Na ocasião, o salário de chefe-de-gabinete era R$ 5.186,45.

Redação Terra
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Terra - Brasil
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