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Rio: traficantes trocam favela por Jacarezinho

Sexta, 8 de junho de 2007, 02h51


A pressão exercida pela polícia com sucessivas incursões por mais de um mês fez os traficantes dos complexos do Alemão e da Penha procurarem refúgio em outras comunidades dominadas pelo Comando Vermelho. Um dos principais endereços desses exilados é a favela do Jacarezinho, onde ocorreu tiroteio da Polinter e 3º BPM (Méier), durante três horas, deixando oito mortos e seis feridos. Seis deles foram enterrados ontem, no cemitério de Inhaúma. Do Alemão também saíram 20 fuzis para o Jacarezinho.

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A operação tinha como objetivo principal, além do combate ao tráfico local, justamente a captura de alguns desses bandidos que fugiram do Alemão. Um deles foi identificado apenas pelo apelido de Tubarão.

O bandido trocou seus endereços na Chatuba e na Grota pelo de Jacarezinho. Segundo a Polícia Civil, com ele foram 20 fuzis e metralhadora ponto 30. Tubarão já foi responsável pela contabilidade da 'caixinha' da facção criminosa, em que todas as favelas são obrigadas a fazer doações mensais para a compra de armas e munição. "Ele teve um desentendimento com o Tota (Antônio de Souza Ferreira, chefe do Alemão) e se exilou no Jacaré", explica um inspetor.

Para os agentes da Polinter, o êxodo de Tubarão e de parte de seu arsenal está ligado ao intenso tiroteio na operação de quarta-feira. No confronto, bandidos lançaram oito granadas, e policiais detiveram seis armas, entre elas a Desert Eagle, poderosa pistola usada pelo cyberpolicial Robocop e conhecida como 'canhão de mão'.

O comando-geral da PM diz que os mortos tinham envolvimento com o tráfico. Só não sabe quantos eram refugiados do Alemão e da Penha. A família de um dos mortos, porém, nega a participação do jovem no tráfico.

Além dos exilados, a polícia também tinha como alvo dois traficantes donos de bocas-de-fumo da região. O principal, identificado como Bili Cão ¿ que controla a localidade do Azul, no Jacarezinho ¿ fugiu. O outro, que morreu, é Alexandre Cardoso de Silos Melo, o Snoopy. Criado em Olaria, fez parte do tráfico do Alemão. Ele foi solto há uma semana e estava na favela da Mandela.

O Dia
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Terra - Brasil
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