» Jovem é atingida por bala perdida
» PM é ferido em tiroteio na Vila Cruzeiro
» Leia mais notícias do jornal O Dia
A operação tinha como objetivo principal, além do combate ao tráfico local, justamente a captura de alguns desses bandidos que fugiram do Alemão. Um deles foi identificado apenas pelo apelido de Tubarão.
O bandido trocou seus endereços na Chatuba e na Grota pelo de Jacarezinho. Segundo a Polícia Civil, com ele foram 20 fuzis e metralhadora ponto 30. Tubarão já foi responsável pela contabilidade da 'caixinha' da facção criminosa, em que todas as favelas são obrigadas a fazer doações mensais para a compra de armas e munição. "Ele teve um desentendimento com o Tota (Antônio de Souza Ferreira, chefe do Alemão) e se exilou no Jacaré", explica um inspetor.
Para os agentes da Polinter, o êxodo de Tubarão e de parte de seu arsenal está ligado ao intenso tiroteio na operação de quarta-feira. No confronto, bandidos lançaram oito granadas, e policiais detiveram seis armas, entre elas a Desert Eagle, poderosa pistola usada pelo cyberpolicial Robocop e conhecida como 'canhão de mão'.
O comando-geral da PM diz que os mortos tinham envolvimento com o tráfico. Só não sabe quantos eram refugiados do Alemão e da Penha. A família de um dos mortos, porém, nega a participação do jovem no tráfico.
Além dos exilados, a polícia também tinha como alvo dois traficantes donos de bocas-de-fumo da região. O principal, identificado como Bili Cão ¿ que controla a localidade do Azul, no Jacarezinho ¿ fugiu. O outro, que morreu, é Alexandre Cardoso de Silos Melo, o Snoopy. Criado em Olaria, fez parte do tráfico do Alemão. Ele foi solto há uma semana e estava na favela da Mandela.
O Dia