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Novos documentos detalham possível ação de juízes

Segunda, 4 de junho de 2007, 03h11


Documentos encontrados pela Operação Têmis, da Polícia Federal, obtidos pelo jornal Folha de S.Paulo, revelam como funcionava o grupo acusado de vender decisões judiciais em São Paulo. O retrato feito pela PF é o de uma quadrilha.

Segundo a PF, as conversas são cifradas, os encontros são às escondidas e o dinheiro arrecadado é remetido ilegalmente para o exterior. Tudo executado por juízes e desembargadores de um lado e advogados e empresários do outro.

Os juízes federais Maria Cristina Barongeno e Djalma Moreira Gomes se comunicavam com telefones Nextel pagos pelo escritório do advogado Luís Roberto Pardo, a figura central da suposta quadrilha.

Maria Cristina circula com motorista em um Gol branco, registrado em seu nome e cujo proprietário anterior é a firma Pollet Advogados Associados - a PF suspeita que o carro foi dado à juíza. O advogado Márcio Pollet é um dos 43 acusados de negociar sentenças para favorecer bingos e empresas.

Às vésperas de proferir decisões de interesse do grupo, a juíza foi a reuniões nos escritórios de Pollet e de Pardo, com quem se encontrou várias vezes em cafés e restaurantes. Ela costumava trocar telefonemas diários com o lobista.

Redação Terra
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Terra - Brasil
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