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Suicídio de ministro é "muito lamentável", diz Abe

Segunda, 28 de maio de 2007, 06h15


O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, declarou hoje que a morte de Toshikatsu Matsuoka, ministro da Agricultura achado enforcado hoje em sua residência, é "muito lamentável", e acrescentou que não pode deixar de se sentir "envergonhado".

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Abe, que assegurou não poder dizer nada a respeito das possíveis razões do suicídio de Matsuoka, nomeou provisoriamente para o Ministério da Agricultura o atual titular da pasta do Meio Ambiente, Masatoshi Wakabayashi.

A imprensa japonesa afirma que Matsuoka se suicidou com uma corda parecida com uma correia para cachorros e que deixou um bilhete, embora os detalhes de suas últimas palavras escritas não tenham sido revelados.

Toshikatsu Matsuoka, nascido em 1945, faz parte do governo do atual primeiro-ministro, Shinzo Abe, desde sua constituição, em setembro de 2006, posto que chegou após uma longa trajetória no Ministério da Agricultura.

Matsuoka compareceu na quarta-feira passada ao comitê orçamentário do Parlamento japonês por causa da polêmica gerada pela publicação do elevado orçamento de seu escritório e as denúncias por uma suposta malversação de fundos públicos.

Em seu discurso, o ministro da Agricultura assegurou que não revelaria os detalhes dos orçamentos de seu Ministério e que o tempo todo tinha agido "de acordo com a lei".

Segundo a Kyodo, Matsuoka pode estar ainda envolvido em doações a seu partido de entidades com interesses nos recursos florestais. O primeiro-ministro e o governamental Partido Liberal Democrático (PLD) foram acusados repetidamente pela oposição de "proteger" Matsuoka neste escândalo.

Abe, que elogiou o trabalho de Matsuoka pelo Japão no terreno comercial, confirmou que o ministro morto foi "duramente pressionado" nos interrogatórios da oposição.

Segundo a agência Kyodo, a morte de Matsuoka representa um novo golpe para Abe, que já viu no final do ano passado um alto funcionário renunciar por causa de um escândalo.

EFE
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Terra - Brasil
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