Os pesquisadores alertaram que este foi um pequeno estudo-piloto - só oito pacientes foram examinados -, mas disseram que o conceito pode mudar a forma como médicos lidam com feridas, inclusive as cirúrgicas e internas. "Em vez de simplesmente assistir passivamente à cura (das feridas), podemos agora intervir para acelerar", disse David Hom, da Faculdade de Medicina da Universidade de Cincinnati, em Ohio.
Segundo ele, o próximo passo é realizar um estudo mais abrangente. Feridas que normalmente levariam de 28 a 30 dias para se curarem fecharam dois ou três dias mais rapidamente quando se aplicava o gel concentrado, segundo Hom. Os pesquisadores processaram o sangue do paciente, transformando-o num concentrado de plasma cheio de plaquetas - vital para a coagulação - e, então, em um gel aplicado diretamente sobre a ferida.
Quatro homens e quatro mulheres se voluntariaram para receber dez pequenos cortes, cinco em cada coxa. O gel foi aplicado em uma só perna, e o processo de cicatrização foi monitorado por seis meses. "Ao concentrar o sangue de uma pessoa e colocá-lo de volta na ferida do paciente, basicamente concentramos (as proteínas do) fator de crescimento que são importantes na cura das feridas", disse Hom.
Reuters