O pescador Yustinus Lahama mostra o celacanto de 51 kg fisgado por ele |
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Yustinus Lahama e seu filho pegaram o peixe perto da Província de Sulawesi Norte e o mantiveram em casa por uma hora, afirmou Grevo Gerung, professor da Universidade Sam Ratulangi.
Depois de ter sido informado pelos vizinhos sobre o fato de aquele ser um peixe raro, o pescador levou o animal de volta para o mar e o manteve dentro de uma área de quarentena por cerca de 17 horas. O celacanto acabou morrendo.
"Se mantido longe de seu habitat (a 60 m de profundidade), o peixe consegue viver por apenas duas horas. Mas esse peixe viveu por cerca de 17 horas", disse Gerung. "Vamos tentar descobrir por que ele sobreviveu tanto tempo", afirmou.
O animal tinha apenas 131 cm de comprimento e pesava por volta de 51 kg, disse o professor. Em 1998, pescadores prenderam um outro celacanto em uma rede de águas profundas para pegar tubarões. A rede estava na região costeira, ao norte de Sulawesi.
Aquele animal foi encontrado 60 anos depois de um outro membro dessa espécie ter sido redescoberto, na costa leste da África do Sul. Há registros fósseis dos celacantos datando de 360 milhões de anos atrás, segundo o site do Museu Australiano de Peixes.
Até 1938, acreditava-se que esses animais estavam extintos desde 80 milhões de anos atrás, quando desapareceram dos registros fósseis, disse o museu. Os celacantos são o único animal vivo com um encaixe intercranial totalmente funcional. Esse encaixe é uma divisão que separa o ouvido e o cérebro dos órgãos nasais e dos olhos.
Reuters