Entidades de defesa dos Direitos Humanos cobram a resolução das mortes |
Felipe Gil
Direto de São Paulo
» Um ano depois, MP denuncia 195
» vc repórter: mande fotos e notícias
Foi colocado no local um par de sapatos e uma vela para cada vítima. Segundo o secretário-geral do Conselho Estadual de Direitos Humanos, Ariel de Castro Alves, o objetivo é protestar contra a impunidade. "Dos 493 casos, apenas oito foram resolvidos. Isso mostra falta de vontade em resolver os crimes porque nem as mortes dos agentes do Estado foram elucidadas".
O secretário também disse que pediu as informações sobre os inquéritos para a Secretaria de Segurança Pública, mas não as recebeu. "Tivemos uma reunião há três meses com o secretário Ronaldo Marzagão e reivindicamos a criação de um grupo no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para investigar essas mortes. Até agora, nada foi feito".
Também participou do ato o movimento Comunidade Cidadã, que cobra políticas públicas municipais voltadas à juventude. "Para nós, a redução da violência se faz através de políticas sociais", disse o coordenador da entidade, Flávio Munhoz.
Presente ao evento, o vereador José Américo Dias (PT), afirmou que está organizando um encontro entre representantes do Comunidade Cidadã e o presidente da Câmara Municipal, Antonio Carlos Rodrigues (PR), para que um manifesto seja entregue aos parlamentares.
"A repressão que se seguiu aos crimes foi indiscriminada. Muitos inocentes tombaram", criticou Dias.