Além disso, o plenário da organização, que está realizando sua 10ª cúpula na cidade malaia de Putrajaya, mostrou seu apoio incondicional ao Governo do Paquistão na disputa que enfrenta com Nova Délhi desde 1948. A OCI também reconheceu como "verdadeiros representantes do povo de Caxemira" a Aliança Multipartidária para a Liberdade (All Parties Hurriyat Conference).
Da mesma forma, a Conferência Islâmica declara em sua resolução "que a entrada de armas nucleares no sul da Ásia tornou as tensões existentes infinitamente mais perigosas". A OCI acusou a Índia, além disso, de violar sistematicamente o cessar-fogo com o Paquistão, além da linha de controle estipulada pelos dois países.
A Cúpula da OCI exigiu que Nova Délhi autorize a entrada tanto na Caxemira como em Jamu de observadores de sua organização e que respeite as três resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que, desde 1947, solicitam um referendo nestes territórios.
De acordo com os líderes da OCI, a única maneira de proporcionar um compromisso claro e justo para com as populações envolvidas é fazer com que "a comunidade internacional dê passos efetivos para salvaguardar os direitos humanos do povo da Caxemira e de Jamu, inclusive seu direito à autodeterminação".
EFE