Gerard Wynn
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O problema é convencer os negócios e as pessoas só com a justificativa da economia de energia. "Não é muito emocionante", disse Tom Delay, executivo-chefe da Carbon Trust, uma empresa de financiamento público e privado que visa a reduzir as emissões de carbono na indústria britânica.
"Essa justificativa ocupa uma posição desconfortável entre o orçamento de manutenção e o investimento", afirmou. Mas o aumento na eficiência pode cortar em quase 20% o consumo de energia e a emissão de carbono em qualquer tipo de empresa, disse ele.E as mesmas medidas também podem reduzir em um terço as emissões de carbono em construções até 2020, com lucro, segundo o relatório da ONU.
Os produtos que permitem a economia de energia estão investindo em sua imagem, de acordo com o Carbon Counter, um guia de economia de carbono publicado pela Collins. "As lâmpadas fluorescentes eram feias e esquisitas e levavam horas para se aquecer com uma luz azul, meio doentia. Felizmente elas hoje estão menores e mais elegantes do que a alternativa que gasta mais energia", afirma o guia.
E está em andamento uma campanha pelo fim das lâmpadas incandescentes tradicionais. Iniciada pela Austrália em fevereiro, ganhou o reforço dos líderes da União Européia, que querem a extinção das lâmpadas ineficientes até o fim da década. "Existem grandes medidas que todos nós podemos tomar na economia de energia e no gerenciamento do desperdício. Dá para ser muito positivo, em vez de ficar falando do lado negativo da mudança no clima", disse Miles Templeman, diretor-geral do Instituto de Diretores da Grã-Bretanha.
Um dos problemas da economia de energia é que ela é invisível, afirma Nick Robins, que tem quase US$ 100 milhões investidos em empresas de economia de energia. A Agência Internacional de Energia, que assessora 26 países ricos, diz que as medidas de economia podem reduzir as emissões em bilhões de toneladas até 2030.
Isso provocaria uma economia de cerca de US$ 8 trilhões nas contas de energia elétrica dos consumidores, além de economizar US$ 3 trilhões na construção de usinas de energia que se tornariam desnecessárias.
Reuters