David Mardiste e Olesya Dmitracova
A tensão entre o pequeno Estado báltico e a Rússia continua a respeito do monumento, uma estátua de bronze de 2 m de dois soldados do Exército Vermelho da Segunda Guerra Mundial. Tallinn reclamou da falta de ação russa para impedir manifestações em frente à embaixada estoniana em Moscou.
A Rússia classificou como insulto para os que lutaram contra o fascismo a retirada da estátua do centro de Tallinn. Grandes grupos de jovens de origem russa causaram desordem na quinta e sexta-feiras quanto à remoção da peça. "A estátua está de pé e está aberta a todos", disse um porta-voz do Ministério da Defesa.
Em Moscou, a embaixada da Estônia foi cercada por cerca de 200 ativistas. O Ministério do Exterior de Tallinn enviou uma nota à Rússia na qual "expressou a extrema indignação e protesto em relação aos crescentes ataques" contra sua embaixada. O porta-voz da embaixada, Franek Persidski, disse que jovens, no quarto dia de protesto, tocaram música alta sem parar e jogaram pedras, tinta e ovos no prédio.
Em Kiev, a agência russa de notícias Interfax disse que a polícia usou gás lacrimogêneo contra manifestantes que atiravam objetos contra a embaixada estoniana. A Estônia foi anexada a Moscou em 1940. A maioria dos estonianos considera a era soviética como uma época de ocupação e repressão. Cenário mudado, os russos agora se vêem como rejeitados.
Reuters