Atualmente, mais de um quinto dos pacientes que receberam as combinações existentes de drogas anti-retrovirais - o chamado coquetel - sofreram uma "falência do tratamento" no prazo de seis anos. A nova droga já teve seu uso autorizado, em combinação com outra já existente, chamada ritonavir, nos Estados Unidos e na União Européia (UE).
A aprovação foi dada com base em evidências obtidas de pacientes no período de 24 semanas. Segundo o novo estudo, que examina dados da mesma pesquisa, a melhora dos pacientes se sustentou depois de 48 semanas, com efeitos colaterais brandos e toleráveis.
Nos estudos Power 1 e Power 2 em andamento, os pacientes com infecção avançada por HIV estão sendo distribuídos em dois grupos: um de controle, que faz uso dos anti-retrovirais existentes, e outro que toma estes medicamentos, bem como duas doses diárias de darunavir e ritonavir.
Depois de 48 semanas, 61% daqueles que tomaram a nova droga tiveram uma queda de mil vezes na concentração do vírus causador da aids no sangue, em comparação com apenas 15% do grupo de controle. Na verdade, quase metade do grupo do darunavir reduziu seu nível viral para a menor marca detectável, contra apenas 10% no grupo de controle.
A contagem de células imunológicas CD4, que é um bom indício da progressão da doença, também foi encorajadora. O grupo do darunavir aumentou sua contagem de CD4 em 102 células por microlitro, em média, contra apenas 19 células por microlitro no grupo de controle. O artigo será publicado na edição de sábado da revista The Lancet.
AFP