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Sobel é preso acusado de furtar gravatas nos EUA

Quinta, 29 de março de 2007, 15h29
O site do escritório do Xerife do condado de Palm Beach traz a foto de Sobel sendo fichado
O site do escritório do Xerife do condado de Palm Beach traz a foto de Sobel sendo fichado
29 de março de 2007
Departamento de Polícia Palm Beach/Divulgação

Felipe Gil
Direto de São Paulo


O rabino Henry Sobel, presidente licenciado do rabinato da Congregação Israelita Paulista (CIP), foi preso na última sexta-feira, dia 23, acusado de furtar quatro gravatas em três lojas de grife na mesma avenida de Palm Beach, no Estado da Flórida, Estados Unidos. Em comunicado divulgado à imprensa na noite desta quinta-feira, Sobel afirma que "jamais teve a intenção de furtar qualquer objeto" em toda a sua vida.

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De acordo com o site do escritório do Xerife do condado de Palm Beach, Sobel foi preso sob três acusações por furto às lojas Louis Vuitton, Gucci e Giorgio's Palm Beach.

Ele teria pego quatro gravatas. O endereço em São Paulo dado por Sobel no departamento de polícia é mesmo do rabino. Sobel foi procurado para comentar a acusação mas não foi encontrado.

As acusações estão sob os números 2007016314, 2007016315 e 2007016316. De acordo com o site, ele foi preso às 18h45 (horário local) de sexta e liberado às 15h30 de sábado, dia 24.

A assessoria de imprensa da CIP divulgou nota informando sobre o pedido de afastamento às 20h de quinta-feira.

O comunicado afirma que "Sobel está há mais de 35 anos na CIP, atuando como líder comunitário, tendo prestado ao longo desses anos serviços relevantes à sociedade como um todo. A CIP, com todo respeito e consideração que tem pelo seu rabino, aceitou seu pedido colocando-se à disposição para ajudá-lo no que for necessário". Foi confirmado também que o rabino está no Brasil.

Sobel foi liberado no sábado após pagamento de fiança. Segundo o jornal Palm Beach Daily News, o valor foi de US$ 3 mil.

O site do escritório do Xerife do condado de Palm Beach traz o registro fotográfico de Sobel na delegacia.

O boletim de ocorrência do fato, assinado pela policial Michele Pagan, diz que ela foi chamada às 12h40 (horário local) à loja Louis Vitton e que uma funcionária suspeitava do furto de uma gravata, supostamente ocorrido cerca de 20 minutos antes.

A policial relata ter assistido ao vídeo do circuito interno da loja e visto um homem branco, de cabelos grisalhos, usando camisa de mangas compridas, na seção de gravatas.

Depois, ele aparece dobrando a gravata e após ficar cerca de dez segundos fora do alcance das câmeras aparece novamente sem nada nas mãos. A gravata não foi encontrada na área da loja que não estava visível para as câmeras.

A policial relata que abordou Sobel às 14h09 em uma avenida e se aproximou dizendo que investigava um incidente na loja Louis Vitton. Sobel teria se identificado e respondido imediatamente que não havia pego nada e que não tinha entrado na loja. A policial chamou por reforços e leu os direitos para ele, que teria assinado em consentimento.

Após negar o furto, Sobel teria se oferecido para pagar pela gravata. A oficial acrescenta que, após conversar com o rabino, ele admitiu o furto e afirmou que a gravata estava em seu carro, estacionado em uma garagem próxima. A policial afirma que Sobel permitiu que ela revistasse o veículo.

Escoltado por Michele Pagan e mais dois policiais, Sobel foi levado para o estacionamento. O carro em questão seria um Toyota Avalon azul, ano 2007. Lá estaria uma sacola vermelha com uma gravata vermelha da Louis Vitton com etiqueta de preço indicando o valor de US$ 170. No carro foram encontradas outras gravatas.

A policial devolveu à loja Louis Vitton duas gravatas. A vermelha, de US$ 170, e uma rosa, de US$ 180. Uma funcionária da loja identificada como Regina Grados teria confirmado que nenhuma das duas gravatas havia sido comprada.

Quando a gravata da loja Gucci estava sendo devolvida pela policial, ela assistiu ao vídeo interno da loja, que mostraria Sobel retirando uma gravata rosa de uma prateleira e colocando-a no bolso direito de sua calça. Ele teria deixado a loja sem pagar pelo produto.

Na loja Giorgio's of Palm Beach, onde foi devolvida uma gravata laranja de seda no valor de US$ 175, a funcionária Rebecca Bell teria afirmado que não houve vendas relacionadas àquele produto.

Uma quinta gravata foi levada à loja Giorgio Armani, mas a gerente da loja teria dito que estava com clientes e que não poderia tomar ações quanto ao ocorrido.

Baseada nos fatos descritos, a policial acusa Sobel de três furtos, no valor total de US$ 680.

Veja a íntegra da nota divulgada pelo rabino:
COMUNICADO À IMPRENSA

"Jamais tive a intenção de furtar qualquer objeto em toda a minha vida. Pessoalmente, estou habituado a enfrentar crises e acusações de que posso me defender. Só não posso admitir que tentem desqualificar os valores morais que sempre defendi".

Rabino Henry I. Sobel

Redação Terra
Leia esta notícia no original em:
Terra - Brasil
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI1516367-EI5030,00.html