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"Tive muito medo", diz jovem que esteve em assalto

Quinta, 1 de março de 2007, 12h43
O office-boy Giovanni Almeida Gonçalves, 18 anos, estava dentro da agência bancária assaltada ontem
O office-boy Giovanni Almeida Gonçalves, 18 anos, estava dentro da agência bancária assaltada ontem
01 de março de 2007
Vagner Magalhães/Terra

Vagner Magalhães
Direto de São Paulo


O office-boy Giovanni Almeida Gonçalves, 18 anos, foi uma das pessoas que estava dentro da agência bancária do Itaú assaltada ontem, na avenida Ibirapuera, em Moema, zona sul de São Paulo. Ele levava um malote da empresa onde trabalha com R$ 1 mil e teve o dinheiro e mais dois celulares roubados pelos criminosos.

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"A única coisa que eu pensava é que eu poderia morrer. Eram muitos tiros, e não se sabia de onde vinham. Tive muito medo", contou o jovem, que retornou à agência na manhã de hoje. O escritório onde ele trabalha fica nas proximidades da agência e Giovanni vai quase todos os dias ao banco.

Ele contou que entrou na agência faltando dois minutos para o banco fechar. "Cheguei correndo e, como havia uma fila enorme, me sentei nas cadeiras", disse. Ele contou que, pouco depois, viu a gerente do banco correndo até a porta e três bandidos entrando no local. Foi então que percebeu que um dos assaltantes estava sentado ao seu lado.

"Logo que foi anunciado o assalto, o bandido tomou o malote que estava comigo e pediu os dois celulares que eu carregava", lembrou Giovanni. Ele relata que os bandidos ainda gritaram para que nenhum dos clientes usasse o celular para chamar a polícia.

Quando começou o tiroteio, o jovem disse que se trancou dentro de um banheiro. "A agência estava lotada e havia muitos idosos no local", disse. Ele contou que a todo o momento lembrava da avó, com quem mora. Ela foi a primeira pessoa para quem ele ligou depois do assalto.

Mesmo ainda estando assustado, Giovanni teve de voltar à agência nesta manhã. O banco, porém, abriu com atraso de mais de uma hora, às 11h45, já que um tapume de madeira teve de ser colocado em frente à porta giratória, que teve os vidros quebrados durante a troca de tiros. Pela manhã, ainda havia muitos estilhaços na calçada e marcas de sangue na parede externa do banco.

Redação Terra
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Terra - Brasil
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