Droga pode amenizar efeitos da síndrome de Down

Domingo, 25 de fevereiro de 2007, 17h04


Um novo estudo realizado na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, pode finalmente ter descoberto uma droga capaz de reduzir o retardo mental causado pela síndrome de Down.

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Segundo os cientistas, baixas quantidades de pentilenotetrazol (PTZ), uma droga que induz uma forma leve mas repetitiva de epilepsia, melhorou a performance de aprendizado de ratos de laboratórios. O trabalho foi publicado na Scientific American.

Em um experimento, cientistas deram a PTZ misturada com leite a ratos desenvolvidos com os mesmos problemas de aprendizado e memória registrados em portadores da doença. Depois de duas semanas de tratamento, os ratos modificados apresentaram desempenhos semelhantes aos dos ratos normais em testes de aprendizado.

Os pesquisadores testaram a droga porque ela interfere nos canais de íons nas células do cérebro (neurônios). Quando ativados, esses canais, conhecidos como receptores Gaba, inibem um pouco o trabalho das células, fazendo com que elas forcem a formação de novas sinapses, ou conexões, com neurônios vizinhos.

Segundo o neurobiologista Craig Garner, a síndrome de Down pode ocorrer porque o cérebro contém muitos inibidores de sinais. "Para aprender, você deve ter um período em que as sinapses possam ficar mais fortes ou fracas. Essa mudança não é possível quando há muita inibição", disse.

Garner e seus colegas deram ao rato a PTZ em pequenas doses diariamente por duas a quatro semanas para aumentar os níveis de excitação no cérebro. Imediatamente após o tratamento, os animais modificados tiveram uma performance semelhante a dos ratos normais em dois testes de memória - reconhecer objetos visualizados anteriormente.

No entanto, os pesquisadores alertam para um possível problema no desenvolvimento da pesquisa. A PTZ foi retirada do mercado há 25 anos depois de ter causado perigosos efeitos colaterais em alguns pacientes. Mas as pesquisas com a droga vão continuar. Garner disse que as avaliações clínicas do PTZ podem começar em um ou dois anos, e os outros testes finais podem levar de cinco a dez anos.

Redação Terra
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Terra - Brasil
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