O assessor especial do ministro da Cultura e secretário do audiovisual, Mário Borgneth, informou que a programação do evento ainda está sendo definida e que deverá ficar pronta até o dia 16. Na primeira etapa do fórum nacional foi realizado um diagnóstico para auxiliar nas discussões sobre o futuro do setor. Na segunda fase, 60 instituições e 90 profissionais se reuniram em grupos temáticos para discutir os principais aspectos levantados.
De acordo com Borgneth, essa terceira e última etapa deverá envolver cerca de 500 participantes. "O objetivo geral do Fórum é construir um processo de pactuação do governo, dos canais públicos e da sociedade de maneira geral, que permita vislumbrarmos o encaminhamento de um plano de ação, que permita o pleno desenvolvimento do ponto público de televisão, dentro do novo cenário da comunicação social brasileira."
O presidente da Associação Brasileira de Televisões Universitária (ABTU), Gabriel Priolli, disse que o objetivo do 1° Fórum Nacional de TV Pública "é estabelecer um plano de desenvolvimento para a TV pública, que permita que em poucos ela possa ter um peso significativo na sociedade, tanto quanto a TV comercial".
Priolli negou que as entidades estejam pensando na criação de um canal público único. "É uma idéia um pouco ingênua a respeito de fortalecimento do campo público, a idéia de que se possa somar todos os canais que existem e que isso vai produzir um grande contraponto à TV comercial".
Segundo ele, a riqueza da TV pública é a sua heterogeneidade. "É importante é haver um conjunto de redes, formas de articulação, em vez de constituir uma única rede que juntaria um grande número de canais para passar um grande número de conteúdos", explicou.