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Grupo estudantil é acusado de atentados na Índia

Segunda, 25 de agosto de 2003, 11h44
Policial inspeciona local de uma das explosões. Na Porta da Índia, testemunhas informaram que pelo menos doze automóveis foram destruídos
Policial inspeciona local de uma das explosões. Na "Porta da Índia", testemunhas informaram que pelo menos doze automóveis foram destruídos
25 de agosto de 2003
AP


O vice-primeiro-ministro da Índia, Lal Krishna Advani, sugeriu que uma organização estudantil islâmica, proibida pelas autoridades, pode estar por trás dos atentados com carros-bomba que mataram 44 pessoas e deixaram 100 feridos hoje em Mumbai (antiga Bombaim). Advani, que também é ministro do Interior, acusou o SIMI (Movimento de Estudantes Islâmicos da Índia) ao falar sobre as explosões em Mumbai.

"Desde novembro, Mumbai sofreu um certo número de ataques, e na maioria dos casos a organização envolvida era o SIMI", disse à imprensa. "O SIMI atuou em colaboração com o Lashkar-e-Taiba (grupo pan-islâmico criado e proibido no Paquistão), mas apenas a investigação poderá afirmar se as explosões de hoje são obra das mesmas organizações", acrescentou Advani.

A Índia proibiu as atividades do SIMI e predeu vários de seus líderes depois de acusar o grupo de alimentar a violência religiosa na Índia. Nova Délhi considera os combatentes do Lashkar-e-Taiba responsáveis por uma boa parte dos ataques separatistas cometidos na Caxemira indiana nos últimos anos.

AFP

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Terra - Brasil
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