"Ainda estamos nos empenhando em nível internacional e junto às organizações mundiais de direitos. Temos uma grande esperança de suspender o veredicto de enforcamento", disse o advogado tunisiano Ahmed Seddik.
O ex-chefe de inteligência Barzan Al-Tikriti, que é meio-irmão de Saddam, e o ex-juiz Awad Al Bander foram condenados em novembro junto com Saddam pela morte de 148 homens da aldeia xiita de Dujail, em 1982.
Na quarta-feira, a alta comissária de direitos humanos da ONU, Louise Arbour, pediu ao Iraque que não execute a dupla. Saddam foi enforcado no sábado, provocando fortes protestos dos sunitas e críticas de vários governos mundiais, especialmente europeus.
Uma autoridade iraquiana disse que ainda não há data para enforcar Barzan e Bander, mas que provavelmente eles serão executados na semana que vem, depois do feriado relativo à festividade islâmica do Eid Al Adha.
"Estamos tomando algumas medidas judiciais no Iraque para pôr um fim a esta comédia, e os EUA vão assumir completa responsabilidade se entregarem os suspeitos a este nervoso governo iraquiano", disse Seddik em Túnis, durante uma manifestação com centenas de pessoas em protesto contra o enforcamento de Saddam.
Os manifestantes seguravam uma enorme foto do ex-ditador iraquiano e cartazes que diziam: "Quem honra um mártir segue seus passos, "Viveu como herói e morreu como herói" e "Vitória à resistência e vergonha aos mercenários."
(Por Tarek Amara)
Reuters