De acordo com informações do jornal O Estado de S. Paulo, os seres humanos perdem a capacidade para digerir a lactase logo após o desmame. Isso acontece porque a enzima gene da lactase, que separa o açúcar do leite, não é mais necessária. No entanto, quando o gado começou a ser domesticado pela primeira vez, há cerca de 9 mil anos, as pessoas começaram a consumir leite e carne dos animais. Nesse momento, uma seleção natural favoreceu uma mutação que fez com que esse gene se mantivesse ativo.
Há indícios também de que seja a primeira vez que uma mudança nas características genéticas tenha ocorrido em duas ou mais populações distintas. Até 2002, pensava-se que o precursor na modificação genética era um povo que viveu no centro-norte do continente europeu entre 5 mil e 6 mil anos. Entretanto, o estudo conduzido pela pesquisadora Sarah Tishkoff descobriu, depois de realizar teste em grupos étnicos da África, três mutações indepentendentes entre si e da mutação européia, que mantém o gene da lactase permanentemente ligado.