Susana cogita anular casamento cerca de dois meses após trocar alianças |
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Logo após ser detido, Silva ainda foi encaminhado para atendimento médico, porque supostamente se cortou ao quebrar um espelho da suíte que ocupava com a acompanhante. A 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar vai apurar a confusão.
A notícia do suposto quebra-quebra no motel caiu como uma bomba sobre o casamento. A atriz chegou na noite de quarta-feira de Recife, onde gravava a novela Paraíso Tropical, e ficou indignada ao saber o que tinha acontecido. Susana ainda não decidiu o que fará, mas comenta-se que ela pensa até na anulação do casamento.
"Conversei com ela até 2h", contou o advogado Silvio Guerra. Susana passou procuração para ele retirar do motel o carro de sua empresa, a Susana Vieira Produções, uma Pajero 2002. "Ela ainda não conversou com Marcelo e não sabe o que vai fazer", disse Guerra.
Em depoimento, a jovem F.L.S., 24 anos, que se identificou como prostituta, afirmou que Marcelo chegou à boate onde ela diz trabalhar, no Centro, por volta das 11h de quarta-feira e a chamou para fazer programa. Os dois, segundo ela, entraram na Pajero e rodaram por cerca de quatro horas até chegarem ao motel. Durante todo o tempo, disse, o policial falava que estava sendo perseguido. Ainda segundo F., Marcelo não quis ter relações sexuais. Os dois apenas conversaram, até que o PM usou o celular de F. para pedir que a mãe fosse ao motel e pagasse a conta.
Ainda segundo o depoimento, Marcelo ficou muito agitado quando a mãe chegou ao local e agrediu F., primeiro com uma mordida na mão e em seguida com empurrões e apertos no braço.
A mãe do policial tentava acalmar o filho, ao mesmo tempo em que policiais do 14º BPM (Bangu), acionados pela gerência do motel, tentavam levá-lo para a delegacia. Alterado, Marcelo xingou os PMs e acertou cabeçada em espelho da suíte, cortando a testa. Dali, ele foi levado ao Hospital da PM e não chegou a ser ouvido na delegacia sobre a confusão.
Marcelo e Susana se casaram no dia 30 de setembro. O romance começou no início do ano, na quadra da Grande Rio, em Caxias, onde o PM trabalhava como segurança. Os dois tornaram o romance público no Carnaval, quando circularam de mãos dadas no Sambódromo.
Marcelo teria deixado de pagar por gasolina
O episódio de quarta-feira no motel na estrada do Catonho não seria o primeiro em que o policial militar Marcelo Silva teria chamar pela mãe para tentar resolver um problema que terminou na delegacia. Há pouco mais de dois anos, na manhã de 7 de agosto de 2004, ele foi acusado de ter abastecido seu carro - na época um modesto Logus de cor prata - com R$ 30 de álcool e fugido na hora de fazer o pagamento. O episódio teria ocorrido no posto Marcoense, no número 12.297 da avenida Brasil, altura da Penha.
Revoltada com o segundo calote que teria levado do mesmo cliente - que na hora usava a farda da PM -, a frentista resolveu procurar a polícia e prestou queixa na 22ª DP (Penha). Três meses antes, Marcelo teria pedido para que ela colocasse R$ 25 de combustível e, na hora de pagar, disse ter esquecido a carteira em casa. Na ocasião, ele teria dito à funcionária do posto que ela poderia confiar por ele ser PM.
A sisutação teria se repetido na segunda vez, mas antes de ser impedido de ir embora, Marcelo arrancou com o carro, disse a frentista. Em seu depoimento, o policial recorreu à mãe, dizendo que ela teria ficado de "passar no posto para pagar", mas acabou esquecendo de ir até o estabelecimento. O caso acabou arquivado.
O Dia