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Marido de Susana Vieira está preso em quartel

Sexta, 22 de dezembro de 2006, 02h39
Susana cogita anular casamento cerca de dois meses após trocar alianças
Susana cogita anular casamento cerca de dois meses após trocar alianças
20 de agosto de 2006
Ricardo Leal/PRN/Especial para Terra


Por ordem do comando-geral da PM, o policial Marcelo da Silva, 36 anos, marido da atriz Susana Vieira, 64, ficará preso administrativamente em um quartel da corporação no Rio de Janeiro por 72 horas, a contar da tarde desta quinta-feira. Na quarta-feira à noite, ele foi detido acusado de causar tumulto no motel Queen, em Sulacap, na capital, acompanhado por uma jovem que também o acusa de agressão.

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Logo após ser detido, Silva ainda foi encaminhado para atendimento médico, porque supostamente se cortou ao quebrar um espelho da suíte que ocupava com a acompanhante. A 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar vai apurar a confusão.

A notícia do suposto quebra-quebra no motel caiu como uma bomba sobre o casamento. A atriz chegou na noite de quarta-feira de Recife, onde gravava a novela Paraíso Tropical, e ficou indignada ao saber o que tinha acontecido. Susana ainda não decidiu o que fará, mas comenta-se que ela pensa até na anulação do casamento.

"Conversei com ela até 2h", contou o advogado Silvio Guerra. Susana passou procuração para ele retirar do motel o carro de sua empresa, a Susana Vieira Produções, uma Pajero 2002. "Ela ainda não conversou com Marcelo e não sabe o que vai fazer", disse Guerra.

Em depoimento, a jovem F.L.S., 24 anos, que se identificou como prostituta, afirmou que Marcelo chegou à boate onde ela diz trabalhar, no Centro, por volta das 11h de quarta-feira e a chamou para fazer programa. Os dois, segundo ela, entraram na Pajero e rodaram por cerca de quatro horas até chegarem ao motel. Durante todo o tempo, disse, o policial falava que estava sendo perseguido. Ainda segundo F., Marcelo não quis ter relações sexuais. Os dois apenas conversaram, até que o PM usou o celular de F. para pedir que a mãe fosse ao motel e pagasse a conta.

Ainda segundo o depoimento, Marcelo ficou muito agitado quando a mãe chegou ao local e agrediu F., primeiro com uma mordida na mão e em seguida com empurrões e apertos no braço.

A mãe do policial tentava acalmar o filho, ao mesmo tempo em que policiais do 14º BPM (Bangu), acionados pela gerência do motel, tentavam levá-lo para a delegacia. Alterado, Marcelo xingou os PMs e acertou cabeçada em espelho da suíte, cortando a testa. Dali, ele foi levado ao Hospital da PM e não chegou a ser ouvido na delegacia sobre a confusão.

Marcelo e Susana se casaram no dia 30 de setembro. O romance começou no início do ano, na quadra da Grande Rio, em Caxias, onde o PM trabalhava como segurança. Os dois tornaram o romance público no Carnaval, quando circularam de mãos dadas no Sambódromo.

Marcelo teria deixado de pagar por gasolina
O episódio de quarta-feira no motel na estrada do Catonho não seria o primeiro em que o policial militar Marcelo Silva teria chamar pela mãe para tentar resolver um problema que terminou na delegacia. Há pouco mais de dois anos, na manhã de 7 de agosto de 2004, ele foi acusado de ter abastecido seu carro - na época um modesto Logus de cor prata - com R$ 30 de álcool e fugido na hora de fazer o pagamento. O episódio teria ocorrido no posto Marcoense, no número 12.297 da avenida Brasil, altura da Penha.

Revoltada com o segundo calote que teria levado do mesmo cliente - que na hora usava a farda da PM -, a frentista resolveu procurar a polícia e prestou queixa na 22ª DP (Penha). Três meses antes, Marcelo teria pedido para que ela colocasse R$ 25 de combustível e, na hora de pagar, disse ter esquecido a carteira em casa. Na ocasião, ele teria dito à funcionária do posto que ela poderia confiar por ele ser PM.

A sisutação teria se repetido na segunda vez, mas antes de ser impedido de ir embora, Marcelo arrancou com o carro, disse a frentista. Em seu depoimento, o policial recorreu à mãe, dizendo que ela teria ficado de "passar no posto para pagar", mas acabou esquecendo de ir até o estabelecimento. O caso acabou arquivado.

O Dia
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Terra - Brasil
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI1314004-EI5030,00.html