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Aldo e Renan convocam reunião de líderes para as 17h

Terça, 19 de dezembro de 2006, 12h01

Maria Clara Cabral
Direto de Brasília


Após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que determina que o ato das mesas diretoras da Câmara e do Senado não pode definir o aumento pelo decreto utilizado, os presidentes da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), recuaram e convocaram os líderes partidários para nova reunião ainda nesta tarde.

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O intuito é apresentar as propostas já existentes referentes ao aumento para que a decisão sobre o valor seja tomada ainda nesta semana. "Vou reunir os líderes e fazer isso imediatamente para poder votar o mais rápido possível", disse Renan.

Logo depois da decisão dos ministros, Aldo afirmou que a Câmara acataria a recomendação do Supremo. "Qualquer decisão do STF que determine à Câmara procedimento para a fixação do subsídio será acolhida. Não tenho dúvida nenhuma", afirmou o deputado.

As duas propostas existentes hoje são a da fixação do teto com o Supremo, que aumenta o salário para R$ 24,5 mil, e o reajuste de acordo com a inflação, o que elevaria o vencimento para cerca de R$ 16 mil.

Após entendimento dos líderes, o novo projeto será levado para votação em plenário. Os parlamentares terão que votar nominalmente e com voto aberto. "Essa é uma razão para todos comemorarem. Agora quem quiser dobrar o salário vai ter que por a cara para bater. E aí eu quero ver quem tem coragem de afrontar a sociedade", disse o deputado Raul Jungmann (PPS-PE).

Contragosto
Ontem, antes da decisão do Supremo, durante entrevista coletiva, o presidente da Câmara foi incisivo ao afirmar que não convocaria nova reunião de líderes, porém, hoje teve que voltar atrás. A votação no plenário terá que acontecer ainda nesta semana, já que o recesso parlamentar está marcado para começar no próximo dia 22.

A decisão do STF acontece após diversas manifestações da sociedade. Em Brasília, além de um ex-funcionário público se acorrentar ontem em um pilar na frente da Presidência do Senado, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e estudantes universitários fizeram caminhada na esplanada dos ministérios nesta manhã contra o aumento.

Redação Terra
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Terra - Brasil
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