Durante a audiência, os advogados de Moussaoui assinalaram que o franco-marroquino não conhecia as intenções do grupo terrorista Al-Qaeda de seqüestrar aviões de passageiros americanos e jogá-los contra edifícios. Segundo manifestou o promotor Kenneth Karas, Moussaoui "estava muito a par de porquê estava aqui".
Al-Qaeda, dirigida pelo milionário de origem saudita Osama Bin Laden, foi acusada pelo Governo dos Estados Unidos de executar os ataques terroristas que causaram a morte de mais de 3 mil pessoas em 11 de setembro de 2001. Moussaoui, a única pessoa detida e acusada nos Estados Unidos em relação direta com os atentados, declarou que era membro da Al-Qaeda e que ia participar de outro ataque, fora dos Estados Unidos.
Outros documentos apresentados ante o tribunal tinham indicado a suspeita que Moussaoui projetava lançar um avião contra a Casa Branca, mas não estava claro como podia fazê-lo sem contar com alguma ajuda. "Iam participar outros. O fato que não conhecesse seu paradeiro e embora suponhamos que não conhecia seus nomes, isso não significa que não conhecesse o objetivo da conspiração", disse Karas durante a audiência, segundo os documentos.
O promotor acrescentou que existem "provas irrefutáveis" que Moussaoui tinha coniventes, mas não esclareceu se essa suposta conspiração devia ser a de 11 de setembro. O promotor assinalou que a fonte de sua informação tinha sido um membro de um grupo da sudeste asiático vinculado a rede terrorista da Al-Qaeda.
Documentos apresentados pelos promotores antes da audiência de 30 de janeiro tinham indicado que Moussaoui se reuniu na Malásia no ano 2000 com esse indivíduo para falar "sobre seu sonho de pilotar um avião para lançá-lo contra a Casa Branca".
EFE