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Congresso: terroristas derrubaram 4º avião do 11/9

Sexta, 8 de agosto de 2003, 16h20


O relatório da comissão do Congresso norte-americano que investiga os atentados de 11 de setembro de 2001 afirma que os terroristas que seqüestraram o vôo 93 da United Airlines decidiram derrubar o avião quando sobrevoavam a Pensilvânia para evitar uma tentativa dos passageiros de retomar o controle do avião. As conclusões, divulgadas hoje, se baseiam na análise das conversas entre os terroristas na cabine de pilotagem, e reafirma a teoria de que os passageiros lutaram com com os criminosos para tentar tomar o controle do avião.

A descrição dos fatos, que está na página 143 do relatório de quase 900 páginas, foi feita pelo diretor do FBI, Robert Mueller, durante uma audiência a portas fechadas com os congressistas que integram a comissão. Ao grito de "vamos!", os passageiros, que haviam sido colocados na parte traseira do avião, avançaram em direção à porta da cabina do piloto. Neste momento, um dos seqüestradores "disse ao que pilotava, provavelmente Ziad Jarrá, que fizesse o avião cair para evitar que os passageiros tomassem o controle", é possível ler no documento.

Essa interpretação dos fatos ratifica o comportamento heróico dos 37 passageiros e dos 7 membros da tripulação que ainda estavam vivos. O piloto e o co-piloto haviam sido, aparentemente, atacados ou assassinados pelos seqüestradores. Os dois corpos ficaram estirados no corredor da primeira classe, informaram vários passageiros a seus parentes durante conversas nos aparelhos celulares.

O vôo 93 da United Airlines decolou do aeroporto de Newark em Nova Jersey, perto de Nova York, às 8h42 locais com destino a San Francisco (Califórnia), e caiu às 10h03 na cidade de Stoney Creek, sudeste da Pensilvânia, depois de ser seqüestrado por quatro pessoas. No mesmo dia, outros três aviões foram seqüestrados. Dois foram jogados contra as torres gêmeas do World Trade Center em Nova York e outro contra a sede do Pentágono, em Washington. Os ataques causaram mais de 3 mil mortes.

AFP
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Terra - Brasil
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