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O movimento de clientes foi fraco, mas perdura o clima de tensão no Brás. Cerca de 100 agentes da Guarda Civil Metropolitana chegaram à feira por volta das 2h, acompanhados por um pequeno efetivo de policiais militares, para impedir centenas de camelôs de armar suas barracas nesta madrugada e garantir a abertura das lojas no início da manhã.
A pesar da tensão, o único incidente relatado, segundo representantes dos ambulantes, é a prisão de um camelô. Os enfrentamentos da semana passada levaram à interdição de ruas da região e ao fechamento do comércio local até 10h da manhã seguinte. Várias lixeiras foram incendiadas e o lixo foi jogado contra os policiais. Pedras também foram arremessadas. Um cinegrafista foi ferido na cabeça na hora do enfrentamento de manifestantes e da polícia.
Após os tumultos, o sindicato dos camelôs independentes de São Paulo negociou, na quinta passada com com o coordenador das subprefeituras da capital, Andrea Matarazzo, a permanência da feira de madrugada no bairro do Brás. A prefeitura afirmou que se mantém irredutível na decisão de não permitir a feira dos trabalhadores informais de madrugada. Uma das alegações é de que a maioria dos produtos comercializados no local é contrabandeada ou fasificada.