Notícias » Brasil

Projeto de controle à Web é confuso, diz ministro

Segunda, 6 de novembro de 2006, 18h31

Jeferson Ribeiro e
Maria Clara Cabral
Direto de Brasília


O ministro das Comunicações, Hélio Costa, disse nesta segunda-feira ao Terra que o projeto de controle do conteúdo e acesso à Internet que está na pauta da Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal (CCJ) é confuso e precisa ser mais discutido antes de ser votado.

» Projeto pretende controlar livre acesso à Internet
» Opine sobre o assunto

"Da forma como está, o projeto é confuso. O controle de crime sexual infantil já tem penas duras no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). É preciso que se discuta mais o tema antes de votar na Comissão de Constituição e Justiça", avalia Costa. Segundo ele, a posição oficial do Ministério das Comunicações já foi manifestada ao relator do projeto, senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), pelo Comitê Gestor da Internet (CGI) - entidade que envolve membros do governo e das empresas ligadas que trabalham no ambiente da rede mundial de computadores.

O consultor jurídico do Ministério das Comunicações, Marcelo Bechara - que tem assento no CGI - disse que "o projeto é um golpe na inclusão digital no País e contraria os interesses de desenvolvimento da Internet no Brasil". "O Ministério tem uma posição muito crítica à questão da identificação positiva, proposta pelo senador. Nossa posição é muito severa contra esse mecanismo", ataca Bechara, que foi indicado por Costa para falar do tema.

Votação
Apesar de estar na pauta desta quarta-feira, o próprio relator, Eduardo Azeredo, disse ao Terra que acredita que o projeto não será votado ainda esta semana, por ser apenas o 11º item. Azeredo explica ainda que, após ser aprovado na CCJ, o projeto tem que passar pelo plenário do Senado e retornar para votação na Câmara. "Em minha opinião, essa tramitação não deve estar pronta antes do ano que vem", avalia. Ainda para o senador, as novas mudanças, como a identificação dos usuários em sites de interatividade, são absolutamente necessárias. "Precisamos disciplinar as novas tecnologias. Toda nova demanda exige novas regras", diz ele.

Redação Terra
Leia esta notícia no original em:
Terra - Brasil
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI1233299-EI306,00.html