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Conheça a trajetória de Saddam Hussein

Domingo, 5 de novembro de 2006, 08h33
Saddam Hussein atira para o alto em foto de dezembro de 2000, quando ainda era presidente do Iraque
Saddam Hussein atira para o alto em foto de dezembro de 2000, quando ainda era presidente do Iraque
04 de novembro de 2006
Reuters


Saddam Hussein Abd al-Majid al-Tikriti nasceu na cidade iraquiana de Tikrit, em 1937. Em 1957, formou-se em direito pela Universidade do Cairo, no Egito, o que o levou ao envolvimento desde cedo na política. Saddam filiou-se ao partido revolucionário Baath, que pregava a hegemonia árabe, a modernização econômica e o socialismo.

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O ex-ditador ajudou no golpe de Estado que levou o Baath ao poder do Iraque em 1968. Nos primeiros anos em que o partido esteve à frente do país, Saddam foi o vice-presidente no governo do General Ahmed Bakr. Nesse período, controlou o conflito entre os ministérios governamentais e as forças armadas, criando um aparelho de segurança repressivo.

Em 1979, assumiu a presidência do Iraque, cargo do qual foi deposto apenas em 2003 por uma ofensiva militar americana. Durante este período, firmou-se como tirano. Ardoroso fã de Stalin na adolescência, Saddam espalhou retratos por ruas e avenidas de todo o Iraque. Construiu 23 palácios para uso pessoal, todos permanentemente vigiados, já que temia ser morto por seus inimigos. Também por isso, jamais dormia duas noites seguidas no mesmo local e mandava matar que se opunha às suas idéias.

Saddam teve dois filhos - Uday e Qusay -, e três filhas, Raghad, Hala e Rana. Sua esposa, Sajida, era originalmente sua prima, tendo sido diversas vezes traída por Saddam, que chegava a coagir os maridos e parentes de suas amantes, dando-lhes cargos e benefícios em troca de consentimento. Uday e Qusay foram mortos em julho de 2003, em confronto armado com tropas norte-americanas em Mossul.

Guerras no Golfo
Como ditador à frente do Iraque, Saddam participou de três conflitos no Golfo Pérsico. No primeiro, em 1980, enfrentou as tropas do líder iraniano Ayatollah Khomeini por disputas territoriais. Na oportunidade, Saddam foi apoiado pelos Estados Unidos, pela União Soviética e por vários países árabes. Todos tentavam impedir a expansão da revolução islâmica. A guerra não teve vencedor declarado, e levou o país a sérias dificuldades econômicas.

Em 1990, Saddam invadiu e anexou o Kuwait. A tomada do país vizinho levou os Estado Unidos e uma coalizão internacional a forçarem o recuo das tropas iraquianas até a fronteira. Depois do conflito, as Nações Unidas impuseram sanções econômicas ao Iraque.

Em 2003, o presidente americano George W. Bush moveu uma guerra para tirar Saddam do poder, acusando-o de cúmplice no terrorismo pós 11 de setembro. Saddam foi expulso do poder pelas tropas americanas e britânicas em uma guerra não autorizada pelo Conselho de Segurança da ONU. Sua retirada do poder, porém, não significou a paz definitiva para o Iraque.

Esconderijo e julgamento
Depois da guerra, Saddam permaneceu foragido até dezembro de 2003, quando foi encontrado por soldados americanos em um buraco nos arredores de sua cidade natal.

O ex-ditador foi levado a julgamento para responder por crimes cometidos durante o regime de terror muito comum em todas as ditaduras. Apesar de o Direito Internacional, em caso de conflitos entre nações, determine que o julgamento por genocídios e crimes de guerra deva ser feito por uma Corte internacional e em um país neutro, isso não aconteceu com Saddam.

O ex-ditador foi julgado em uma corte iraquiana e condenado a morte por enforcamento.

Redação Terra
Leia esta notícia no original em:
Terra - Brasil
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI1230637-EI865,00.html