"Nós temos certeza que cerca de metade deles, quer dizer, meio milhão de pessoas, vai eventualmente voltar", acrescentou ele. "Então esperamos que o ano de 2003 seja o ano de preparação para a volta".
Lubbers disse que os 800 mil iraquianos são pessoas que procuram asilo e que fugiram da pobreza e perseguição do antigo regime do presidente Saddam Hussein. Muitos encontraram refúgio no Ocidente e nos países vizinhos do Iraque. "Há várias pessoas que estavam deixando no Iraque um pouco antes da deposição de Saddam Hussein, que estão batendo às portas pedindo por asilo. Nestes casos, os pedidos estão todos congelados", disse ele.
Acredita-se que cerca de 4 milhões de iraquianos fugiram durante o regime de duas décadas de Saddam Hussein. Entretanto, desde a queda do governo de Saddam pelas forças de invasão lideradas pelos Estados Unidos em março, muitos exilados pediram para voltar ao país.
Lubbers disse que os países europeus que estão abrigando a maioria dos exilados iraquianos estão pressionando o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) para iniciar os planos de repatriação para aqueles que querem voltar. "Os países europeus têm interesse de que estes iraquianos que vieram e não foram assimilados em suas sociedades sejam repatriados", acrescentou ele.
A operação iraquiana da Acnur irá monitorar os problemas práticos das pessoas que estão retornando aos seus antigos vilarejos e cidades para assegurar a repatriação ordeira e voluntária e garantir seus direitos.
Reuters