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"Pensaram que eu estava no avião", diz supervisor

Sábado, 28 de outubro de 2006, 18h16

Vagner Magalhães
Direto de São Paulo


Dárcio Gonçalves retornava da cidade de Americana, interior de São Paulo, quando recebeu a notícia que o Fokker 100 da TAM, com 96 pessoas, havia caído no bairro do Jabaquara. Supervisor de manutenção do Banco BCN, foi recebido com surpresa pelos colegas ao chegar no trabalho.

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"O que você está fazendo aqui?", foi a pergunta que ele mais ouviu. Gonçalves estava escalado para ir ao Rio de Janeiro, a serviço da empresa, mas a escala foi alterada um dia antes. E ele acabou indo para Americana.

Na tragédia, dois funcionários da empresa morreram: Renato Carvalho, engenheiro-chefe do Departamento de Engenharia do banco e Carlos Yukio Morishito, engenheiro-coordenador do mesmo departamento.

"Não posso afirmar com certeza que eu estaria naquele vôo. Sempre que ia ao Rio de Janeiro costumava pegar o primeiro horário da ponte-aérea, anterior ao vôo que caiu. Mas pelo que soube, meus colegas também tinham a intenção de pegar o vôo mais cedo. Foi uma fatalidade", disse Gonçalves.

Ele conta que saiu de Americana na manhã daquela quinta-feira e chegou à empresa sem saber do acidente. "Eu vim em um carro que sequer tinha rádio. Não sabia de nada", lembra.

Dárcio tem hoje uma empresa de manutenção de ar-condicionado em São Paulo. "Foi uma tragédia. Senti muito o que aconteceu", afirma.

Redação Terra
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Terra - Brasil
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