"Se vocês colocam a carne na rua, no jardim ou no parque sem cobri-la, os gatos aparecem para comê-la (...) quem deve levar a culpa, os gatos ou a carne ao ar livre?", disse ele no mês passado diante de 500 fiéis, segundo o jornal The Australian.
"A carne ao ar livre, aí está o problema. Se ela tivesse permanecido em seu dormitório, em sua casa, vestindo seu véu, não teria acontecido nenhum problema", acrescentou o líder religioso muçulmano.
Suas declarações rapidamente provocaram polêmica. A representante do governo australiano na Comissão de Luta Contra a Discriminação, Pro Goward, pediu que o líder religioso renuncie e seja expulso do país.
"É uma incitação ao crime (...) Jovens muçulmanos realizariam estupros de mulheres para defender seus comentários", estimou.
"Penso que é hora de pedir que saia e convido as autoridades a se peguntar se devemos permitir que um homem que incita jovens muçulmanos a crime permaneça em território" nacional, disse.
Ela não comentou se o religioso, de origem egípcia, que chegou à Austrália em 1982, possui ou não a nacionalidade australiana.
Taj Aldin al Hilali se defendeu explicando que se referia somente às prostitutas, mas segundo o The Australian isso não foi especificado em seu sermão.
AFP