Os Estados Unidos confirmaram nesta segunda-feira, graças à análise de amostras coletadas na atmosfera, que a Coréia do Norte realizou um teste nuclear em 9 de outubro, mas que este teste foi inferior a um quiloton. "A análise das amostras coletadas na atmosfera em 11 de outubro detectou partículas radioativas que confirmam que a Coréia do Norte realizou uma explosão nuclear subterrânea nos arredores de Punggye, em 9 de outubro", de acordo com a assessoria do Diretor de Inteligência Nacional (DNI), John Negroponte.
Foi "um teste nuclear", confirmou nesta segunda-feira à imprensa o porta-voz da Casa Branca, Tony Snow. De acordo com os serviços do DNI, "a potência da explosão foi inferior a um quiloton".
"Os serviços de inteligência americanos não excluem a possibilidade de que a Coréia do Norte efetue um outro teste nuclear, mas não existem provas de que este teste seja iminente", disse um responsável dos serviços de inteligência, que pediu para não ser identificado.
A Coréia do Norte teria informado a China antes do teste e anunciado que explodiria uma arma de quatro quilotons.
Especialistas não descartaram o fato de que a explosão tenha sido sufocada pelas características geológicas do local do teste. Uma outra possibilidade é que a Coréia do Norte tenha experimentado, deliberadamente, uma arma inferior a um quiloton.
O Japão recebeu informações de que a Coréia do Norte estaria preparando um segundo teste nuclear, revelou nesta terça-feira o ministro japonês das Relações Exteriores, Taro Aso.
"Recebi informações sobre isto, mas não posso revelar detalhes", declarou Aso durante uma entrevista coletiva.
Com agências internacionais