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UE aceita projeto de constituição européia

Sexta, 20 de junho de 2003, 10h21


Os líderes da União Européia deram por encerrados hoje os trabalhos do Conselho Europeu, tendo fechado importantes acordos sobre a próxima etapa para a primeira Constituição européia, o fortalecimento das políticas de imigração e segurança e a substituição do comando do Banco Central Europeu.

Uma das principais decisões tomadas pelos chefes de Estado e de governo da União Européia (UE) é a adoção o projeto de constituição européia apresentado pelo presidente da Convenção Européia, Valéry Giscard d'Estaing, como base para negociar uma carta magna a partir de outubro. O projeto que Giscard entregou aos dirigentes europeus, elaborado durante vários meses pela Convenção Européia, será o "documento de base" para que os governos europeus negociem, anunciou o atual presidente da UE, o primeiro-ministro grego, Costas Simitis.

A decisão foi tomada pelos líderes dos 15 e dos dez países que vão aderir à UE em 2004 durante a Cúpula de Tessalônica, no nordeste da Grécia. Os governos vão começar a negociação da primeira constituição européia em outubro na chamada conferência intergovernamental e querem concluí-la "o quanto antes" para poder assinar o tratado depois da entrada dos novos parceiros europeus, no dia 1º de maio de 2004, e antes das eleições a Parlamento Europeu, em junho.

Simitis destacou que a elaboração deste projeto da primeira constituição européia na história do continente é um passo "muito importante no caminho da unificação européia". Giscard ressaltou, por sua vez, que o projeto que entregou hoje recebeu "um apoio amplo" e que "muitos dos que intervieram afirmaram que estariam dispostos a adotá-lo do jeito que está".

Na negociação do texto europeu deverá se conseguir um acordo entre os países grandes como a França e Alemanha, que apóiam o projeto, e outros como a Espanha, Polônia ou Áustria, que pedem novo debate sobre a reforma das instituições européias.

Em entrevista coletiva, Simitis, mostrou-se satisfeito pelo fato de os dirigentes comunitários terem sido capazes de impulsionar a construção européia "depois de tantas semanas de tensões". "A Europa é uma potência econômica e cultural, e agora temos de intervir de maneira mais firme em nível internacional", acrescentou o primeiro-ministro grego em referência à nova estratégia de segurança frente aos desafios e ameaças globais, que a União começou a sugerir nessa cúpula.

"A presidência grega esteve marcada pela crise iraquiana, mas apesar disso", ressaltou Simitis, "conseguimos tomar decisões difíceis, como o pacote fiscal, que nos preocupavam fazia anos". Há poucas semanas, insistiu, "teria parecido impossível concluir a Convenção com sucesso".

Redação Terra
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Terra - Brasil
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