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Ira contra promotor evitou o divórcio dos Clinton

Domingo, 8 de junho de 2003, 20h35
Hillary acha que foi justa igual a Mandela
Hillary acha que foi justa igual a Mandela
04 de junho de 2003
Reuters


A ex-primeira-dama dos Estados Unidos Hillary Rodham Clinton revela em suas memórias que a ajuda matrimonial e sua fúria contra o então promotor especial Kenneth Starr evitaram que se divorciasse do presidente Bill Clinton. A atual senadora democrata por Nova York relata estes fatos em suas memórias Living History, publicação que chega ao mercado amanhã nos EUA com tiragem de um milhão de exemplares. Parte do conteúdo foi divulgada hoje.

No livro, Hillary compara sua vontade de perdoar seu marido com a decisão do ex-presidente sul-africano e prêmio Nobel da Paz Nelson Mandela de perdoar os carcereiros brancos que o mantiveram na prisão durante 30 anos. "Foi um desafio perdoar Bill, se Mandela conseguiu perdoar, eu poderia provar", escreve em sua obra.

Esta é a primeira vez que Hillary detalha publicamente aspectos sobre seus sentimentos dentro do escândalo de seu marido com a então estagiária da Casa Branca Mônica Lewinsky. Também é a primeira vez que critica um de seus ex-opositores políticos na disputa pela cadeira do estado de Nova York, o ex-prefeito nova-iorquino Rudolph Giuliani. De acordo com ela, Giuliani usou uma retórica de divisão, que exacerbou a crise na cidade de Nova York sobre a brutalidade policial.

No que diz respeito ao seu casamento, ela diz que "Bill e eu decidimos participar de uma terapia matrimonial para saber se podíamos salvar nosso casamento".

Hillary acrescenta que esta participação forçou o então presidente a enfrentar perguntas graves sobre as relações que manteve durante sua carreira política. A senadora não explica se as sessões de orientação matrimonial terminaram, quem foram seus conselheiros, nem os temas discutidos nelas.

Conforme Hillary, a atuação do promotor independente Starr, que levou adiante a investigação do escândalo do presidente Clinton e Mônica Lewinsky, também ajudou a manter seu casamento afastado do divórcio. "Quanto mais achava que Starr abusava de seu poder, mais simpatizava com Bill", revela o livro, que fala sobre os oitos anos que ela passou na Casa Branca (1993-2001).

EFE
Leia esta notícia no original em:
Terra - Brasil
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI111819-EI315,00.html