A informação foi repassada ao jornal Folha de S.Paulo pelo advogado Edmundo Diniz Alves, que está fazendo a defesa de Ribeiro. Segundo Alves, seu cliente deve ser julgado em solo brasileiro porque ele e a vítima nasceram no País. Ele ainda declarou que sua prioridade é conseguir a liberdade provisória do médico, que estaria com a saúde debilitada e teria colocado quatro pontes de safena.
O advogado garante que Ribeiro é inocente. O médico, que não tem autorização para exercer a profissão nos EUA e reponde a processos no Brasil por erro médico, foi preso no início da semana, logo após a morte de Fabíola. Na companhia da mulher, ele conduziu a cirurgia, realizada no porão de uma casa na cidade de Framingham, no Estado americano de Massachusetts.
O defensor garante que Fabíola omitiu do médico o fato de que ingeria ingeria medicamento de uso contínuo. De acordo com o advogado, a substância, associada à administração do anestésico, foi a causadora do choque anafilático que culminou na morte da paciente. Segundo Diniz Alves, Ribeiro tem diploma de medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais há 25 anos e possui pós-graduação em anestesiologia e em cirurgia estética pelo Colégio Brasileiro de Medicina Estética.
O advogado confirmou que seu cliente não possui autorização para exercer a medicina nos Estados Unidos.