"Apesar de não haver uma grande incidência de infecções em grande escala no campo, o êxodo de milhões de emigrantes preocupa muito, pois são portadores potenciais de um vírus que nas zonas rurais é mortal por falta de assistência", manifestou um representante do Ministério de Saúde.
Liu Jian, vice-ministro da Agricultura, assinalou ontem, quinta-feira, em entrevista coletiva que o vírus "fez com que o volume de emigrantes que vão da cidade para o campo tenha disparado nos últimos meses". No entanto, tentou minimizar a situação e declarou que dos oito milhões de emigrantes que retornaram "a metade têm feito por medo do contágio, enquanto que a outra metade regressa para ajudar nas colheitas".
"Alguns já voltaram de novo a seus postos de trabalho na cidade devido a redução de infectados, embora nosso conselho é que fiquem em suas aldeias natais", disse Liu após assinalar que uma estatística recente mostra que pelo menos um de cada dez trabalhadores rurais voltou a sua casa. Entre os dias 26 de abril e 12 de maio o governo chinês informou sobre 155 casos de Sars no campo, ou seja, 6% de todos os infectados observados durante esse período.
Os analistas expressaram sua preocupação sobre a proporção de novos casos entre a população rural, enquantoa ministra da Saúde, Wu Yi, descreveu o norte da China, como "um campo de batalha, onde cada camponês há de lutar contra o vírus". Até o momento o Governo nacional destinou cerca de US$ 24 milhões para o tratamento e prevenção da Sars no campo e outros US$ 28 milhões para melhorar o sistema de saúde rural.
A pneumonia atípica causou a morte, por enquanto, de 271 pessoas e infectou 5.163 em toda China desde que o vírus surgiu em novembro na província de Cantão, sul da China.
EFE