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Preso é içado para sair de prisão lacrada em SP

Quinta, 6 de julho de 2006, 06h37


Com a porta da cadeia selada a solda desde a rebelião do dia 16 de junho, um homem de 120 kg precisou ser içado depois de ser solto do Centro de Detenção Provisória de Araraquara. Para sair pelo teto, ele teve de ser erguido por mais de quatro metros até uma grade. Quatro agentes responsáveis por retirar o homem não suportaram o peso e deixaram ele se estatelar no chão. Na segunda tentativa, o resgate deu certo.

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De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, são 1,6 mil homens confinados em 600 metros quadrados, uma construção projetada para abrigar 160. Os agentes saíram depois de um quebra-quebra, fecharam a porta e a lacraram. Não há chave.

Comida
A alimentação é jogada por cima, todos os dias às 11h e às 17h, pela mesma grade por onde saiu o preso. Muitos presos estão doentes. Outros estão ficando. Mantidos seminus, dispõem apenas de cobertas finas e são obrigados a dormir uns encostados nos outros. Foi o jeito que deram para contornar a temperatura de cerca de 10ºC.

De acordo com o jornal, a direção da penitenciária se recusa há 20 dias a informar o que ocorre intramuros. Ontem, a Pastoral Carcerária e a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) programaram uma inspeção. Já tinham a autorização judicial, mas foram impedidos de entrar. O ofício do juiz foi enviado ontem à Secretaria da Administração Penitenciária, que deverá autorizar o ingresso, espera-se, amanhã.

Segundo agentes penitenciários de Araraquara, não há previsão sobre quando a situação dos presos se normalizará. As obras de reforma ainda não se iniciaram e não se planeja transferência de detentos.

Redação Terra
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Terra - Brasil
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