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Celebridade, Urso Bruno é morto na Alemanha

Segunda, 26 de junho de 2006, 08h57
Antes de ser abatido, Bruno foi fotografado nas proximidades do lago Spitzingsee, em Garmisch, na Alemania
Antes de ser abatido, Bruno foi fotografado nas proximidades do lago Spitzingsee, em Garmisch, na Alemania
26 de junho de 2006
EFE


Bruno, o urso que estava comovendo a Alemanha, foi morto hoje na região dos Alpes, informaram as autoridades alemãs.

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Bruno, que tinha cerca de 100 kg, escapou no início de maio do Alto Adigio (Itália) e acabou na região da fronteira da Alemanha com a Áustria. Há cerca de uma semana estava trazendo incômodos a alguns fazendeiros da região. Segundo os agricultores, o urso estava matando ovelhas e animais domésticos.

Um grande debate público foi criado sobre a necessidade de executá-lo ou de deixá-lo vivo.

Os ecologistas pediam para deixar Bruno em liberdade para que ele pudesse desenvolver seu próprio habitat. Uma grande campanha publicitária foi criada para pedir que a vida de Bruno fosse poupada. Agricultores e fazendeiros da região queriam a morte do urso para que os animais pudessem viver com tranqüilidade.

No começo da semana passada, as autoridades decidiram matar o urso. Caçadores finlandeses foram atrás do animal com ajuda de cachorros adestrados.

As autoridades disseram que a busca do urso por comida o estava levando cada vez mais perto de regiões habitadas e, por isso, ele havia se tornado uma ameaça para a segurança das pessoas.

Gabriel Schwaderer, diretor do Fundo Europeu para a Herança Natural, disse na que lamentava a morte. "Consideramos a decisão do governo bávaro errada, porque se baseou apenas no fato de que o urso estava se aproximando de habitações humanas", disse Schwaderer.

"Se esse for o peso para se medir o direito à vida dos ursos marrons, então o panorama é desanimador para os ursos europeus", acrescentou.

Outro argumento dos defensores de Bruno é que o mascote da Copa do Mundo é justamente um urso pardo. Ele foi o primeiro urso a se aventurar em território alemão nos últimos 170 anos.

Redação Terra
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Terra - Brasil
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